domingo, junho 24, 2007
"Escrevo, triste, no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei. E penso se a minha voz, aparentemente tão pouca coisa, não encarna a substância de milhares de vozes, a fome de dizerem-se de milhares de vidas, a paciência de milhões de almas submissas como a minha ao destino quotidiano, ao sonho inútil, à esperança sem vestígios. Nestes momentos meu coração pulsa mais alto por minha consciência dele. Vivo mais porque vivo maior."Bernardo Soares
sexta-feira, junho 22, 2007
The Sins of thy Beloved - All Alone (tradução)
Tudo Sozinho
Eu olho para o céu
O sol tem murchado embora
O luar brilha sobre mim
Os deuses tocam sua sinfonia
Eu me senti tão perdido, eu cai de joelhos
Eu pensei sobre o tempo e ontem
Todos eles não são justos comigo
Eu não posso encontrar as palavras certas para dizer
Eu não sei como achar o caminho
Aqui, aqui estou eu
A vida e justa
Não dor
Nada pode nos parar dividi nos esperança
E peguei minha colheita
Com meu serrote perfeito
E algum domínio da minha morte
Alguns aplausos
Realmente doloroso
Eu estou quase morto?
Eu tenho, eu tenho perdido minha esperança
Meu, será meu para toda vida
??? contudo.
Em meus olhos você não vê alegria
Em meus olhos você não vê luz
Em meus olhos você vê suas lagrimas
Em meus olhos você vê meu medo
Em meus olhos você vê???
Em meus olhos você não vê calor
Em meus olhos você vê meu ódio
Em meus olhos você vê meu definhamento
sábado, junho 16, 2007
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm,
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles
quinta-feira, junho 07, 2007
domingo, junho 03, 2007
Apesar das nossas dificuldades você sempre me faz feliz
e ao teu lado me sinto completa, pois é o unico momento q me desligo
do mundo, de tudo o que me rodeia, dos meus medos e de todo esse mundo sombrio e obscuro
Sem palavras para escrever, sem gestos para demonstrar este sentimento
vc é muito especial, extremamente especial
e sabe que sou completamente apaixonada por vc...
e vc sabe esta msgem é para vc...
terça-feira, maio 29, 2007
De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
domingo, maio 27, 2007
Inominavel, como qualquer espirito humano, a menos pelo instinto que nos revela.. vaga lembrança de tempos e estranhos lugares ancestrais de onde viemos , compoem o ser, e que ao mesmo tempo renasce cada dia pra mesma eternidade numa infinita busca por nós mesmosnum mundo normalista , somos aqueles que alimentamos o sonho , o desejo e o oculto subconsciente, na magia das artes , que trazem aos poucos fantasiosos os misterios sensiveis a muito esquecido os sentimos a vida, vemos a beleza, dançamos a musica e instigamos o amor......quarta-feira, maio 23, 2007

Adorei esta imagem, ja faz um tempo q qria postala
Sonhar de sonhar
Não sei que vaga carícia, tanto mais branda quanto não é carícia, a brisa incerta da tarde me traz à fronte e à compreensão. Sei só que o tédio que sofro se me ajusta melhor, um momento, como uma veste que deixe de roçar numa chaga. Pobre da sensibilidade que depende de um pequeno movimento do ar para o conseguimento, ainda que episódico, da sua tranquilidade! Mas assim é toda sensibilidade humana, nem creio que pese mais na balança dos seres o dinheiro subitamente ganho, ou o sorriso subitamente recebido, que são para outros o que para mim foi, neste momento, a passagem breve de uma brisa sem continuação.Posso pensar em dormir. Posso sonhar de sonhar. Vejo mais claro a objectividade de tudo. Uso com mais conforto o sentimento externo da vida. E tudo isto, efectivamente, porque, ao chegar quase à esquina, um virar no ar da brisa me alegra a superfície da pele.Tudo quanto amamos ou perdemos - coisas, seres, significações - nos roça a pele e assim nos chega à alma, e o episódio não é, em Deus, mais que a brisa que me não trouxe nada salvo o alívio suposto, o momento propício e o poder perder tudo esplendidamente
terça-feira, maio 15, 2007
Tudo em meu torno é o universo nu, abstracto, feito de negações nocturnas. Divido-me em cansado e inquieto, e chego a tocar com a sensação do corpo um conhecimento metafísico do mistério das coisas. Por vezes amolece-me a alma, e então os pormenores da vida quotidiana bóiam-se-me à superfície da consciência, e eu estou fazendo […]
domingo, maio 13, 2007
É natural q surjam feridas no decorrer destes conflitos.
As feridas passam:
permanecem as cicatrizes, e isto é uma benção.
Estas cicatrizes ficam conosco o resto da vida,
e vão nos ajudar muito.
Se em algum momento por comodismo ou
qlqr outra razão a vontade de voltar ao passado for grande,
basta olhar para elas.
As cicatrizes vão lhe mostrar as marca das algemas,
vão nos lembrar os horrores da prisão e continuaremos caminhando enfrente.
sexta-feira, maio 04, 2007
Estranhos CaprichosO amor por vezes provoca uma agonia interior indescritível... como se o coração inchasse de dor tirando folga à respiração. Estranhos caprichos tem o amor, que por vezes nos inunda de alegria, mas outras nos consome lentamente, parecendo um parasita alimentando-se das defesas egocêntricas que a nossa mente construiu ao longo de anos de desilusões. Se pudesse evitava-o. Mas não consigo. É inútil ignorá-lo, pois a infelicidade será maior. Resta então perder-me no desespero desta tempestade e esperar que apenas seja passageira... e será concerteza, pois o amor tem estranhos caprichos
quinta-feira, maio 03, 2007
Como Sangue...

Como o sangue, corremos dentro dos corpos no momento em que abismos os puxam e devoram. Atravessamos cada ramo das árvores interiores que crescem do peito e se estendem pelos braços, pelas pernas, pelos olhares. As raízes agarram-se ao coração e nós cobrimos cada dedo fino dessas raízes que se fecham e apertam e esmagam essa pedra de fogo. Como sangue, somos lágrimas. Como sangue, existimos dentro dos gestos. As palavras são, tantas vezes, feitas daquilo que significamos. E somos o vento, os caminhos do vento sobre os rostos. O vento dentro da escuridão como o único objecto que pode ser tocado. Debaixo da pele, envolvemos as memórias, as ideias, a esperança e o desencanto.
Começo a conhecer-me. Não existo.
Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo,
porque também há vida ...
Sou isso, enfim ... Apague a luz,
feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.
Álvaro de Campos
sexta-feira, abril 27, 2007
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